sexta-feira, junho 15, 2007

Irreversível (França, 2002)


Grotesco e nauseante mas ainda assim excelente, Irréversible não é nada daquilo que já se leu ou falou – é muito mais. Sua não linearidade, seus plano-sequencias, sua câmera nervosa que parece saída de um documentário de guerra ou de um tele-jornal fuleiro ao pior estilo “Aqui, Agora” causam no expectador a estranha sensação de que se está realmente imerso na ação do filme, porém sem que nada se possa fazer para dissipar toda aquela violência.

Com suas ações futuras vindo antes das passadas, ao final do filme vemos que tudo que aconteceu no futuro/passado é invariavelmente irreversível, não importa como montemos o filme em nossas mentes.

daniel ozzkeith grizza - pasmo

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sexta-feira, janeiro 12, 2007

Caché (França/ Áustria/ Alemanha/ Itália, 2005)



Filme francês, elenco de renome, uma boa idéia, um diretor com bons filmes no currículo, prêmios internacionais de crítica e público... a soma de todas essas qualidades resultaria em um grande acerto, em um grande filme, correto? No caso de Caché, de Michael Haneke - do muito bom ‘A Professora de Piano’ – isso infelizmente não se faz verdade.

O filme, é claro, é permeado por alguns bons momentos, o casal protagonista – os excelentes Daniel Auteil e Juliette Binoche – detém muito da força e contundência do filme, mas este se perde em querer insistentemente mostrar o que poderia simplesmente ser subentendido e isso acaba prejudicando o filme no todo, tornando-o chato e plano – mas de forma alguma previsível, o que configura em ponto à obra.

No frigir dos ovos, eis um filme que não precisaria ser visto no cinema – aguardar o lançamento em DVD ou esperar o eurochanel exibi-lo me parece ser mais sensato - mas se mesmo assim você achar que deve conferir com seus próprios olhos, em uma sala escura e com tela grande, procure assistir em boa companhia. Torna a experiência toda bem mais agradável.

daniel ozzkeith grizza – na cruzada anti-caché.

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