quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Confissões de uma Mente Perigosa (EUA, 2002)


Esta é a estréia de um provável grande diretor – o que não deixa de ser uma agradável surpresa, uma vez que estamos falando de George Clooney, certo? Errado!

Com um roteiro de Charlie Kauffman, baseado na autobiografia de Chuk Barris, com seus colaboradores de longa data, Sam Rockwell e Julia Roberts no elenco, com pontas “brodagem” de luxo de outros de seus chegados, Brad Pitt e Matt Damon, com um orçamento de US$ 29 milhões (ok, para os padrões gringos, essa soma pode até parecer chinfrim, mas com tanta ajuda, pra que mais?!?) e o apoio moral e intelectual de seu sócio, Steven Soderbergh, o cara devia ao mundo um filme no mínimo muito bom. E claro, o menino mandou bem!

Em seu misto de ficção e documentário Clooney consegue dissecar a face obscura de Chuck Barris, um bem sucedido produtor e apresentador de TV durante o dia e assassino da CIA vez por outra. Destaque para a atuação de Sam Rockwell na pele de Chuck Barris, que, graças à sua conhecida sagacidade, faz um Barris que lembra um misto de Dennis "Spider" Cleg (Ralph Fiennes no filme “Spider”, de David Cronenberg) e Winston Smith (John Hurt no filme “1984", de Michael Radford). Ah, e o principal: o filme conta ainda com os atributos de Drew Barrymore! Oh Yeah!

daniel ozzkeith grizza – esculhambando

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sexta-feira, dezembro 15, 2006

Pequena Miss Sunshine (EUA, 2006)


Ok, ok – finalmente eis um filme que vale o preço do ingresso, mesmo não se pagando nada por ele – se bem que nada é uma leitura bem relativa, afinal R$ 1,00 para assistir “Caché”, por exemplo, é uma quantia no mínimo exorbitante.

Oriundos da linguagem dos videoclipes – e coloque-se nesse balaio o mais belo de todos eles, Tonite, Tonite dos Smashing Pumpkins - em seu filme de estréia Valerie Faris e Jonathan Dayton demonstram sensibilidade impar na construção e condução da trama. Da trilha incidental aos enquadramentos, do elenco aos tempos dramáticos todos os elementos que compõem essa obra parecem estar na medida exata. Tudo isso com um orçamento de US$ 8 milhões, que para os padrões gringos é merreca.

É visível que os gigantes de Hollywood precisam aprender algumas coisas com os independentes. Mas uma que eles precisam reaprender, e urgente, é contar uma boa história – sem firulas hi-tec nem orçamentos astronômicos – apenas uma boa historia.

daniel ozzkeith grizza – de bom humor.

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sábado, outubro 14, 2006

Ken Park (EUA, 2002)

O que dizer a respeito de um filme que já se falou tão mal? Procurar por algum atributo inovador que tenha passado desapercebido, desafinando assim o coro dos contentes?!? Negativo! Vamos engrossar esse caldo!!!

Dizer que o filme é ruim seria um eufemismo elegante. Na sanha de tentar ser polêmico, Larry Clarck repete-se indefinidamente, valendo-se de uma formula que ele mesmo já utilizou a exaustão, nos submetendo a uma trama(?) chata e extremamente previsível. O único momento do filme digno de, digamos assim, uma reação positiva é a parte em que o pai de Peaches(Tiffany Limos), a flagra nos preparativos para uma transa sadomasoquista, com seu namorado Curtis(Mike Apaletegui), já devidamente amarrado à cama. Atônito ao ver a cena, seu pai não tem dúvidas: desce o cacete no moleque que atado, não tem como se defender. É impossível não imaginar que poderia muito bem ser Larry Clarck amarrado àquela cama...

Se você estiver em um café, rodeado por amigos quando anunciar “vou assistir Ken Park”, e um deles lhe alertar que o filme é uma porcaria, acredite e prefira gastar seu tempo com coisas mais úteis, como por exemplo arrumar sua gaveta de meias em ordem alfabética de cores.

daniel ozzkeith grizza – amarelas, azuis, brancas...

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